Liberdade
O poema é
A liberdade
Um poema não se
programa
Porém a disciplina
- Sílaba por sílaba -
O acompanha
Sílaba por sílaba
O poema emerge
- Como se os deuses o dessem
O fazemos
Sophia de M. B. Andresen,
Obra Poética III, Ed. Caminho
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Quando se pensa em liberdade, a primeira ideia que vem à cabeça é "fazer o que nos apetece sem dar contas a ninguém". Mas a liberdade não é só isso e nem sequer funciona assim. Como vivemos em sociedade torna-se impossível que cada um faça o que quer sem pensar nos outros. Basta recordar situações simples e concretas do dia-a-dia para perceber que a liberdade só existe se houver respeito por regras gerais que convêm a todos.
Em qualquer grupo a que se pertença só é possível gozar realmente a liberdade se houver regras que todos aceitem. Regras simples, claras, equilibradas e justas.
Quando o grupo é composto pelos cidadãos de um país, as regras a que tem de se obedecer são as leis. Num país democrático, as leis são pensadas, trabalhadas e aperfeiçoadas para garantir liberdade a toda a gente e a vários níveis.
Há vários tipos de liberdade:
* liberdade política (liberdade para formar partidos políticos; para votar nos candidatos a diferentes cargos de governo nacional, regional ou local; para se candidatar a qualquer cargo político);
* liberdade religiosa (liberdade para praticar a religião que se deseja);
* liberdade de expressão (liberdade de dizer o que se pensa publicamente, seja em conversa, seja por escrito).
No nosso contexto sociopolítico, a Comunidade Europeia teve necessidade de regulamentar quatro tipos específicos de liberdade, baseando-
-se na livre circulação de mercadorias, pessoas, serviços e capitais, de um país para outro, dentro da área comunitária abrangida. Aliás, é dentro deste conceito de liberdade que chegámos ao Euro, moeda que passou a vigorar como moeda única europeia a partir de Janeiro de 2002.
Texto adaptado das obras
Bernardo Stufa, Cidadão da Europa, Civilização Ed. e
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, A Cidadania de A a Z, Ed. do M. E
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Liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente
[matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está
[indistinta
A distinção entre nada e coisa
[nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as
[danças...
Mas o melhor do mundo são as
[crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que
[peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, Obra Poética,
Publ. Europa-América
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
O S. Martinho ( provérbios populares)

Provérbios de São Martinho
- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
- Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro.
- Dia de S. Martinho fura o teu pipinho.
- Do dia de S. Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o teu bornal.
- Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
- Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
- Se queres pasmar teu vizinho lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
- Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano.
- Pelo S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho.
- Pelo S. Martinho semeia favas e vinho.
- Água-pé, castanhas e vinho faz-se uma boa festa pelo S. Martinho.
Joana Brito 6ºA
terça-feira, 16 de Junho de 2009
O RECREIO DA MINHA ESCOLA
O recreio da minha escola
É um sítio de encantar
Tanto estamos a jogar à bola
Como andamos a cantar!
É grande multidão
É grande a confusão
Mas, quando estamos a trabalhar
Só queremos ouvir tocar!
Vanda Mourato, 6.ºE
É um sítio de encantar
Tanto estamos a jogar à bola
Como andamos a cantar!
É grande multidão
É grande a confusão
Mas, quando estamos a trabalhar
Só queremos ouvir tocar!
Vanda Mourato, 6.ºE
Cinco Fases Poéticas
Comecei por gatinhar
Logo aprendi a andar
Para a escola depois entrei
E por ler comecei
Ainda em bem pequenino
Algumas rimas já fazia
Percebi que é de menino
Que se começa a poesia
Já andava no 5.ºAno
Quando uns versos escrevi
Levei-os mais além
E um concurso venci
Em adulto a escrever livros
Todos se admiram de mim
Se quiser fazer mais arte
Devo continuar assim
Em idoso e já sem força
Apenas os netos ajudo
Apesar da boa vontade
A cabeça não dá para tudo.
Fábio Barata, 6.ºE
Logo aprendi a andar
Para a escola depois entrei
E por ler comecei
Ainda em bem pequenino
Algumas rimas já fazia
Percebi que é de menino
Que se começa a poesia
Já andava no 5.ºAno
Quando uns versos escrevi
Levei-os mais além
E um concurso venci
Em adulto a escrever livros
Todos se admiram de mim
Se quiser fazer mais arte
Devo continuar assim
Em idoso e já sem força
Apenas os netos ajudo
Apesar da boa vontade
A cabeça não dá para tudo.
Fábio Barata, 6.ºE
Já aprendi a lição!
JÁ APRENDI A LIÇÃO!
Já aprendi a lição
porque estive com atenção.
Existe rima cruzada
e outra emparelhada.
E se estiver concentrada
também vou aprender
o que a professora vai dizer
da rima interpolada.
Ana Rita Vieira, n.º4
Carlota Neves, n.º7
6.ºE
Já aprendi a lição
porque estive com atenção.
Existe rima cruzada
e outra emparelhada.
E se estiver concentrada
também vou aprender
o que a professora vai dizer
da rima interpolada.
Ana Rita Vieira, n.º4
Carlota Neves, n.º7
6.ºE
quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Lendas de Portugal - Algarve

A Lenda das Amendoeiras
Há muito tempo, antes da independência de Portugal, quando o Algarve pertencia aos mouros, havia ali um rei mouro que desposara uma rapariga do norte da Europa, à qual davam o nome de Gilda.
Era encantadora essa criatura, a quem todos chamavam a "Bela do Norte", e por isso não admira que o rei, de tez cobreada, tão bravo e audaz na guerra, a quisesse para rainha.
Apesar das festas que houve nessa ocasião, uma tristeza se apoderou de Gilda. Nem os mais ricos presentes do esposo faziam nascer um sorriso naqueles lábios agora descorados: a "Bela do Norte" tinha saudades da sua terra.
O rei conseguiu, enfim, um dia, que Gilda, em pranto e soluços, lhe confessasse que toda a sua tristeza era devida a não ver os campos cobertos de neve, como na sua terra.
O grande temor de perder a esposa amada sugeriu, então, ao rei uma boa ideia. Deu ordem para que em todo o Algarve se fizessem plantações de amendoeiras, e no princípio da Primavera, já elas estavam todas cobertas de flores.
O bom rei, antevendo a alegria que Gilda havia de sentir, disse-lhe:
- Gilda, vinde comigo à varanda da torre mais alta do castelo e contemplareis um espectáculo encantador!
Logo que chegou ao alto da torre, a rainha bateu palmas e soltou gritos de alegria ao ver todas as terras cobertas por um manto branco, que julgou ser neve.
- Vede - disse-lhe o rei sorrindo - como Alá é amável convosco. Os vossos desejos estão cumpridos!
A rainha ficou tão contente que dentro em pouco estava completamente curada. A tristeza que a matava lentamente desapareceu, e Gilda sentia-se alegre e satisfeita junto do rei que a adorava. E, todos os anos, no início da Primavera, ela via do alto da torre, as amendoeiras cobertas de lindas flores brancas, que lhe lembravam os campos cobertos de neve, como na sua terra.
Pesquisa elaborada por Tiago Ferreira - N.º 20 - 6.º D
domingo, 17 de Maio de 2009
Concurso "Uma aventura literária 2009" -Caminho
Os alunos da nossa escola concorreram mais uma vez ao concurso :"Uma Aventura Literária 2009" promovido pela Editorial Camnho. Este ano apresentaram-se a concurso mais de 12000 trabalhos individuais e de grupo, de mais de seiscentas escolas do ensino básico e secundário.
Mais uma vez tivemos uma aluna premiada. Este ano, a feliz contemplada foi a Maria Beatriz Segorbe Garcia do 5º A. Ganhou o 2º prémio, na modalidade : Crítica Literária.
Parabéns à vencedora e a todos os alunos participantes da nossa escola e agrupamento!
A leitura e a escrita fazem parte das nossas vidas !...
Mais uma vez tivemos uma aluna premiada. Este ano, a feliz contemplada foi a Maria Beatriz Segorbe Garcia do 5º A. Ganhou o 2º prémio, na modalidade : Crítica Literária.
Parabéns à vencedora e a todos os alunos participantes da nossa escola e agrupamento!
A leitura e a escrita fazem parte das nossas vidas !...
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